Sexo e os Deuses

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Sexo e os Deuses

sexo e os deuses

Desde os primórdios da criação, os costumes dos diversos povos, desde o mais primitivo, até o mais civilizado, sempre tiveram no sexo um horizonte que norteava sua relação com o meio e com os deuses.

Nestes tempos, a religiosidade era muito importante e ditava as normas de conduta como um todo. Em uma sociedade politeísta, haviam deuses responsáveis por várias atividades e que exigiam de seus adoradores sacrifícios em troca de seu favor ou de sua benção. Na área da sexualidade, deuses responsáveis pela fecundidade eram bastante venerados em templos onde servos e sacerdotes tinham como única missão servi-lo e a o seus ditames.

O papel da mulher nestes tempos era um tanto quanto cercada de privilégios, pois advinha dela o fato da geração da vida e isso era muito respeitado. Com o passar do tempo, o homem descobriu-se como parte importante deste sistema procriativo, ocorrendo a partir de então uma mudança em relação a condição feminina, que pouco a pouco, foi perdendo importância na sociedade, terminando por serem consideradas apenas como mercadorias passiveis de serem trocadas ou vendidas, conforme a conveniência da tribo.

É sabido que, no arquipélago das Fiji até o inicio do século passado, as mulheres que, além de serem tratadas como escravas serviam como artigos de comércio, podendo serem engordadas e até mesmo comidas pelos seus donos, como se fossem gado. Em muitas sociedades ancestrais, primitivas ou não, onde o conceito da poligamia fazia parte dos costumes, a quantidade de mulheres ou esposas que um homem possuía era diretamente proporcional a sua importância e prestigio perante a comunidade.

Porém, mesmo diante declínio em relação a mulher, as deusas representadas pela figura feminina e que significavam a fonte da fertilidade, do crescimento e da reprodução da vida, ainda continuavam a ser cultuadas pelo povo, o qual mantinha estreita devoção. Vários eram os nomes, de acordo com a região, como por exemplo, Afrodite na Grécia, Fréya na Escandinávia ou Ishtar na Babilônia.;

Sítios arqueológicos, datados do período Neolítico, provaram esta veneração através de santuários com estatuas e pinturas rupestres representando a importância feminina na figura de uma deusa.

O relacionamento sexual nesta época era marcada por uma enorme influência na relação Deus-mortal, onde acredita-se que a vida sexual de um casal estivesse intimamente vinculada a rituais de acasalamento e procriação sob prévia aprovação do deus..

Muitos destes rituais talvez iniciassem no próprio templo, coordenados pelo sacerdote ou sacerdotisa, entre danças de caráter eminentemente voltadas à erotização, com o objetivo principal de liberar o instinto do desejo dos participantes, preparando-os de certa forma para o ato sexual em si.

Estes rituais ainda hoje permanecem como resquício de cultos antigos em diversas festas populares referentes a plantios e colheitas e práticas religiosas sendo o reflexo de cerimoniais antigos relativos a sexualidade e ao erotismo.

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